terça-feira, 14 de julho de 2009

Coro da Rua Viva

Ando sozinho em rua acompanhada. Ela tem a amizade de mendigos, prostitutas, ladrões, drogados, todo tipo de gente que me mandaram não ter como companhia. Talvez o motivo da minha solidão. Impera um grande vazio mental, onde meu corpo se confunde com as pedras da calçada, ambos iluminados por um poste farto de cartazes de jogo búzios, faço massagens e criança com problema de saúde procura cachorro perdido. Enquanto um mau-contato faz a luz alaranjada piscar em intervalos descontínuos, continuo pensando em nada ou não pensando, ou nada.


Paro esquecido em esquina esquecida. Vejo um carro com farol queimado aproximando-se lentamente. Tudo ali parece estar se deteriorando: luminária do poste, farol do carro, minhas sinapses neurais. A calçada, o asfalto e a razão vão perdendo a iluminação. Todos cobertos de betume, cheirando urina de gato, alisados por fina camada de água do chuvisco impertinente. Tintinar obeso de gotículas frias que de tão teimosas já encharcaram meu tênis que, exultante, viu-se livre de lembranças intestinais de algum animal (humano ou não) transeunte antigo da mesma displicente rua.


Estou sob a égide soberba de um céu preto com linhas esfumaçadas cinzas. Poluição ou o cantarolar dançantes do meu cigarro que jaz ora entre meus dedos, ora entre meus lábios, ora entre meus brônquios? Aquelas linhas não poderiam ser nuvens, isto é certo. Lembro-me delas no céu azul da minha infância provinciana. Definitivamente não eram elas. Eu as reconheceria mesmo se pregadas naquele ébano eterno. Não eram... Estrelas também não há. Contaram-me que as que vemos são brilhos já velhos, talvez de astros inexistentes; uma experiência fotográfico-religiosa da qual não usufrui, avultando minha angústia e meu desespero. Se pudesse pensar, veria brilho, viriam brilhos, mas não era hora de estrela, por isto estremeci.


O carro com farol quebrado passou. A luz do poste finalmente decidiu o que fazer e abraçou o breu, apagando-se. As linhas do céu não eram do cigarro porque ele resolveu por bem prestar solidariedade à luminária do poste e, mancomunado com algumas gotas d´água, apagou-se. Nada mais tinha luz. Nada mais a representava. Apagaram-se todos. Apagados em protesto como um clamor silencioso para que outra fonte se voluntariasse a fazer as vezes de luminosa. Invocaram minhas entranhas encefálicas com rituais escuros, porém não obscuros.


Ouvi o brado retumbante daquela natureza morta – que matei, que matamos – cavando, em ato heróico, a própria sepultura e estapeando minhas várias faces: levanta-te, menino! Ressurgi, então, parido de ventre de concreto, vertendo sangue com gosto de conhaque barato e conversei com a Rua! Aquela Rua de tantos amigos, onde flanei, era agora minha amiga, minha mãe, meu berço e eu a iluminava. Ela me dava palavras, muitas palavras, que em nossos diálogos infinitos surgiam vivas alimentando minha luz em simbiose perfeita, verdadeiras orgias de essências.


Ainda não sei aonde levará minha Rua, se ela tem fim e se continuará sendo minha, mas nela meu mundo se perfaz, porque lá vivo os verbos, conheço os sujeitos e topo com todos os predicados. Foi lá que a natureza morta da minha tão viva Rua cantou em uníssono ao meu imundo ouvido: haja luz! E houve luz: pensei e vivi.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tsuru: A lenda

As origens de Chef Tsuru são desconhecidas. Seja no aspecto temporal ou espacial, sua gênese é permeada por interrogações e inúmeras teorias... Após uma análise feita com carbono 14 de uma amostra de pele deixada por Tsuru em uma vidraça, devido a um acidente ciclistico, cientistas constataram que ele nasceu aproximadamente no ano de 1732... outros consideram que Tsuru tem idade ainda mais avançada, com seu nascimento datando do período cretáceo e ocorrendo sobre um galho de um frondoso jacaraquetibá, árvore há muito extinta.

Há, por outro lado, cientistas que insistem que Tsuru nasceu no ano de 1969, em uma fábrica da Estrela, protagonizando no verão daquele ano um sucesso de vendas, o kit Playmobil da Yakuza, estrelando, inclusive, um comercial na extinta Tv Tupi. Entretanto, apesar da fama, o real desejo de Tsuru é ser um playmobil motoqueiro, uma vez que ser um boneco ciclista, sua hodierna condição, não mais satisfaz suas pretensões.

Por fim, a corrente mais aceita nos meios científicos é a de que tão peculiar personagem nasceu no ano de 1984, dentro de um wok, fruto de um affair entre sua progenitora, Dona Yakissoba, e uma portentosa fatia de queijo Cheddar. Por causa de seu pai surgiu um dos inúmeros apelidos que Tsuru possui (Cheddar), os quais serão mencionados no decorrer dessa biografia. Tantas são suas alcunhas (sendo Dercy o cognome de maior ocorrência) que seu verdadeiro nome foi perdido, não havendo mínimos vestígios de seus registros.

Sendo um Playmobil, as articulações de Tsuru definharam a ponto de seus movimentos se limitarem a um número próximo ao zero absoluto (o que equivale na linguagem médica, a Stephen Hawking dançando xaxado ou, na linguagem de Floriano Trepadeira, à desenvoltura de Silvia Popovic durante um coito).
Diante desta alarmante situação, uma cirurgia em seu cérebro foi realizada com o condão de reverter tal panorama, contudo, algo deu errado... ao invés de recuperar seus movimentos, Tsuru perdeu várias sinapses e, por conseguinte, grande parte de seu léxico, sendo obrigado a desenvolver uma linguagem, a priori, simplória, mas se analisada a fundo, embasbacante, até mesmo para Lévi-Strauss. Abaixo transcrevo as regras de pontuação e seus símbolos, além das palavras que compõem tal língua:


pontuação

porra= ,

cu = .

caralho = ?

cu caralho = !

porra cu caralho = !!!

mãe = ; (contudo, segundo Ronaldo Porto e alguns amigos próximos de Tsuru, o ";" de Dercy é costumeiramente usado de maneira inapropriada, supérflua e gratuita.


Além de tais sinais, o Dercylhano conta com desconsiderável quantidade de pronomes e conjunções, além dos substantivos a seguir:

cu, rabo, mãe, caralho, porra, buceta, pinto e galho (este último fartamente empregado).


verbos:

enfiar, sodomizar, enfiar (duas vezes pois funciona como o verbo to be em inglês, ou seja, como ser ou estar) , foder, chupar, tomar, cozinhar (usualmente acompanhado de cu frito), comprar ( usualmente acompanhado de peças de bicicleta), forrar ( usualmente acompanhado de parede com notas de 50), ficar (usualmente acompanhado de milionário antes dos 30).


tonalidades presentes apenas no Dercylhano: vermelho cu materno, roxo rabo inchado.


É imperioso atribuir à semelhança entre sinais gráficos de pontuação e substantivos, a dificuldade de compreensão da sabedoria dercyniana, esta que facilmente suplantaria os ensinamentos hegelianos, que teve a sorte de poder lançar mão do alemão para filosofar, ao passo que Tsuru, ao divagar sobre a dicotomia entre o ser e o dever-ser, se viu cerceado pelas muralhas de sua língua, sendo obrigado a proferir: "essa porra é tudo a mesma bosta, caralho."
Chef Tsuru pode ser fidedignamente descrito como um oriental sonhador e versátil... já fez de tudo um pouco, e deseja ardorosamente fazer muitas coisas mais.
No seu passado, além de boneco de playmobil, Chef Tsuru trabalhou como dublador da finada dançarina de teatro de revista Dercy Gonçalves (disso é oriundo seu mais famoso epíteto). Ele obteve grande sucesso nesse emprego, uma vez que aumentou exponencialmente a fama da velha, pois sua criatividade em elaborar palavrões e neologismos de baixo calão tornou-a muito mais interessante na mídia.
Posteriormente, Dercy tentou ganhar a vida como proprietário de uma temakeria com sua irmã, contudo, o alto custo dos ingredientes no preparo de seus pratos ( por exemplo a cebolinha silvestre), e sua mania de mandar os clientes que não sabiam manejar rachis "tomarem no meio do cu" (sic), levou seu negócio a falência.
Mas, apesar das vicissitudes, a culinária ainda é sua grande paixão, não é a toa que seu nickname no blog é Chef Tsuru, sendo que Chef remete à culinária, enquanto Tsuru, que significa pequeno pássaro da felicidade, é o apelido carinhoso de sua genitália. Assim, é fácil inferir que Chef Tsuru usa este codinome para angariar fêmeas, pois com ele, mostra que pode fisgá-las pelo estômago e proporcionar alguma felicidade com seu pequeno pássaro.
Segue abaixo, com exclusividade uma entrevista com respostas bate-pronto do nosso amado Chef Tsuru, mostrando suas preferências e hábitos:
Cretinice Concentrada: Um ditado?
Tsuru: Cada macado no seu galho.
CC: Um som?
Tsuru: O canto de um galho velho.
CC: Hobbies?
Tsuru: Fazer galhofas e quebrar galhos
CC: Um Cartunista?
Tsuru: Caco Galhardo

CC: Uma receita?
Tsuru: Galheto Gritador ao molho de cebolinha silvestre

CC: Se você fosse um elemento químico, qual seria?
Tsuru: Gálio

CC: Um lugar pra visitar?
Tsuru: A Gália, terra de Asterix

CC: Um lutador no Street Fighter?

Tsuru: Guile

CC: Acessório indispensável na hora H?

Tsuru: Um Grande Galho


FRASE ERÓTICO-VEGETAL DA SEMANA:


"O semeador que semeia a dor, ao invés de flores, colhe galhos!"

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O “se” não joga, mas se jogasse...

É bastante comum, principalmente em relação à história, o uso de suposições e “Se” para analisar o quão o mundo seria diferente se (é, vai ser um post recheado de “Se”) determinado fato ocorresse de maneira diversa. Lembro até de uma coluna na Superinteressante que buscava fazer essas análises históricas.

E é justamente em um desses “Se” que se baseia Complô contra a América, de Philip Roth. No livro, que transcorre durante o começo dos anos 40, ao invés da eleição para um terceiro mandato de Franklin Delano Roosevelt, chega à Casa Branca o heróico aviador americano Charles A. Lindbergh, que foi eleito basicamente pela defesa incondicional do isolacionismo americano e do não-ingresso na Segunda Guerra Mundial. Não bastasse isso, o presidente eleito tem ligações um tanto quanto suspeitas com o Führer, contando, inclusive, com uma condecoração nazista.

Em meio a tudo isso, Philip, um garoto judeu de oito anos, narra os acontecimentos subseqüentes à eleição, recheados de conflitos, familiares ou externos, sempre permeados pela presença do anti-semitismo, incorporado ao cotidiano americano de maneira clara após Lindbergh tornar-se presidente.

A escrita clara e precisa de Roth praticamente nos transporta para a pele do jovem Philip, transmitindo claramente a sensação contínua e crescente de medo, conforme a situação se agrava cada vez mais. O uso adequado de fatos reais corrobora em uma maior sensação de veracidade, o que torna ainda mais forte o livro.

Em tempos de mudança na América, não nos custa imaginar como seria o mundo se George W. Bush não tivesse sido eleito no controverso pleito de 2000, em que teve menos votos do que Al Gore. Será que ocorreria o ataque de 11 de setembro? Saddam ainda estaria vivo? Nem lembraríamos de Osama Bin Laden? Não ocorreria crise? O mundo seria melhor?

Como o “Se” só pode reescrever a história na literatura, ficamos na especulação. Mas a grande lição que fica é que o preconceito e o racismo geram somente o medo e o prejuízo de todos, sendo uma das piores manifestações humanas e que resultaram e resultam em um sem número de crueldades, seja contra judeus, seja contra negros, seja com qual povo for. Que a eleição de Obama não seja um parêntese, um lapso na história, mas sim um ponto de referência para um futuro que supere todo o tipo de desigualdade entre as pessoas.

Livro: Complô contra a América

Autor: Philip Roth

Editora: Companhia das Letras

Preço: R$ 65,50

Avaliação: ótimo

sábado, 12 de abril de 2008

Sobre gueixas e flores de lótus

Olá

Quem vos fala é Floriano Trepadeira, florista e ninfomaníaco. Hoje continuarei minha epopéia descritiva, com mais um membro deste sítio de idéias. E ele vem do oriente pra mexer com a gente, vem quebrar gostoso aqui no ocidente... vem la da Ásia, vem das bandas do Japão ( ohhh cumpadi washington e beto jamaica, porque se foram?). Nosso cavaleiro do saber de hoje é Missoshiro com Tofu. Tal apelido (que caso você não saiba, é um prato da culinária japonesa). O Missoshiro é uma espécie de caldo, ou sopa, também não sei muito mais que isso (não gosto de comer coisas sem sustância, minha musa é a Preta Gil, por exemplo). Tal apelido surgiu, porque ele foi agraciado no ano de 1998 com o prêmio máximo no concurso de beleza da mais bela travesti de Oshiro, sua cidade natal (tofu é uma gíria japonesa para o órgão genital masculino, por isso "com tofu").

Missoshiro foi personagem de uma vida sofrida no Japão, regada a desenhos de luta, arroz papa e chacotas recorrentes sobre o tamanho de seu tofu ( Missoshiro morava em um bairro nigeriano). Já mais moço e cansado desta vida, ele resolveu tomar uma decisão que "mudaria sua vida pra sempre" ( repare que a frase clichê indica que sua história é um roteiro de "Sessão da Tarde", que equivaleria a um "corujão" no Japão). Sua decisão foi procurar o homem que exibia uma placa com os dizeres "empregos no Brasil". O parentesco com um brasileiro (era primo de segundo grau do Paulo Ricardo, que fez uma turnê no Japão na década de 80...) facilitou sua ida no Brasil. Em terras tupiniquins, fez de tudo para ganhar a vida: foi modelo-ator-cantor, abriu uma loja de meias de dedos, montou uma barraca de yakissoba, foi animador de auditório no programa "Roda Viva".
Certo dia, quando a atração desse programa foi o famoso jurista Afrânio Bragança Spencer Jr., Missoshiro prestava atenção atentamente a doce oratória daquele homenzarrão, sobranceiro e fornido, trajando um terno cinza risca de giz, sim... Um advogado e tanto! Sim, um advogado... A-de-vo-ga-do! Era isso que Missoshiro queria ser. Uma epifânia abatera o simpático oriental, um jactante e inesperado orgasmo vocacional.
Missoshiro começou então seus estudos jurídicos com grande ânimo e empenho. Infelizmente, logo descobriu que o direito não era apenas competir com um sócio para ver quem tinha o nó de gravata mais veloz da área de tributário, ou poder colar no carro um adesivo "sem advogado não se faz justiça, OAB".
Hoje, além de escrever em nosso aclamado blog, Missoshiro se concentra em seu mais novo emprego, o de músico, Missoshiro é o fundador-vocalista-cavaquinhonista da banda de samba-punk, Inimigos do CP (código penal, para os leigos). Com sorte, qualquer sábado eles estarão no Raul Gil... com um pouco mais de sorte, não precisarão disso.

Ps: Começarei a partir de hoje a deixar um pensamento... que provavelmente copiarei de algum calendário de seicho-no-ie, ao fim de cada post.

Pensamento de hoje: As espinhas da Rosa são passageiras, os espinhos de uma rosa indeléveis.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Ditado ao popular

É muito comum vários amiguinhos esbravejarem: “Estou dizendo a verdade!”, ou “Na busca da verdade!”, ou “Aquilo não é verdade!”, ou “Verdade…”. Mas, o que é a verdade?


Minha mente está muito aquém do necessário para fazer qualquer movimento filosófico, ou filológico, ou teológico, ou qualquer ico aí! Então farei um peristaltismo cerebral na busca da verdade enquanto moda, na verdade política!


Desde logo não consigo identificar a verdade política e qualquer ligação entre as duas palavras. Simplesmente não nasceram uma pra outra! E como estamos numa semana santa, digamos que os “santos delas não se cruzam”, como explicam alguns senis suas inimizades. Porém, para não passar batido, aponto que a verdade está “nos olhos de quem vê”! E mais: quase todos são cegos, sendo que não posso esquecer outros adágios pertinentes “caolho em terra de cego é rei”, ou “mais perdido que cego em tiroteio”.


Vamu pra moda, intão! Como não deixa de ser, a verdade também vive nela (moda) e por ela (moda)! Alguns, menos elegantes, são chamados de mentirosos, outros, mais refinados, são os donos da verdade. Donos sim, já que como qualquer acessório, a verdade pode ser adquirida em suaves prestações, com cheque pré-datado, ou cartão de crédito, ou. O pobrema deste mercado é o monopólio (cadê o CADE?): o produto só é confeccionado por Alfaiates Cegos de uma indústria reconhecida por vender também “massas” e possuir um péssimo estacionamento no qual é preciso fazer muitas “manobras”... Por aglutinação indiquemos tal indústria como a fazedora de massas com manobras, ou massas de manobras, ou Massas de Manobras S.A.


Contemos a história: a tal fabriqueta foi montada por Senhores Caolhos. Estes contrataram – sem carteira assinada – Alfaiates que faziam meias-verdades, até que o negócio cresceu tanto, mais tanto, mais tantão, que deixaram as meias e passaram a produzir verdades inteiras. Só os Senhores Caolhos tinham o know-how da verdade. Entretanto, como qualquer ofício tem seus espinhos – e como qualquer história tem sua parte triste – os Alfaiates tiveram seus olhos furados pelas próprias agulhas, não gerando muito incômodo, pois já faziam o trabalho de modo tão maquinal que “A gente trabaia cego memu, patrão! Verdade é cum a gente!”. Então tá!


Moral da história: os Alfaiates Cegos da Massas de Manobras S.A. são os únicos que dominam a técnica de fazer verdade, indispensável acessório da moda e da política. Dominam no meio das aspas, porque nem eles sabem o que realmente fazem, já que somado à questão da produção industrial, na qual cada um só sabe uma parte do processo, blábláblá, eles são CEGOS.


Moral da moral da história: se o mercado de verdades é monopolizado pela Massas de Manobras S.A. e lá só os Senhores Caolhos vêem toda a linha de fabricação e montagem, então só eles sabem a verdade, e se só eles sabem a verdade, mesmo que não a produzindo diretamente, só eles podem falar o que é ou não uma verdade em sua substância.


Hmmm... Vejo a perfeita sincronia entre política e moda no caso: se só os Senhores Caolhos podem falar o que é verdade, e caolho é rei na terra de cegos, temos que a verdade coroa rei, ou vice-versa. Enfim, tanto faz, nos não vivemos em uma monarquia mesmo! Hihihi!


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Deixe-me contar um fato da semana. É que vi o caso da mulher que torturou uma menininha! Fiquei perplexo! Aquela MONSTRA! Deu na televisão e tudo! Eu quero é mais que ela vá pra cadeia! Pagar pelo que fez! Pronto! Desabafei!


“E a verdade vos libertará”? Para a Argentina esse dito popular (ou bíblico)! Que a verdade Del Rei ponha os monstros a verem estrelas brilharem quadriláteras!


Dica Política: Seguir sempre a verdade do rei, seja ele quem for.

Dica de Moda: Verdade? Só se for a original by Reis Caolhos!