quinta-feira, 29 de novembro de 2007

De como quase fumei…

Começava no Brasil dos anos 60 a moda de fumar. Bom, sei lá se foi nos anos 60! Meu bisavô já metia o “paiero” na boca antes. E esse negócio de dividir história em décadas é meio estranho. Deve ser coisa de historiador com tendência a exatificar a desconexa e desmatematizada vida! Fato é que o tabagismo virou peça de butique, e as tabacarias certificam minha tese. Butique é moda, moda é meu assunto!

E a política nisso? Ah, meu caro, é só ler a plaquinha de “Proibido fumar!”. Eis a mão do Estado, eis minha brecha pra meter verborragia sobre política, que já afirmei não saber nada! Mas, nesse nada, que nada entendo e nada sei, vejo política como qualquer porra que se faça ou pense em relação ao coletivo. Masturbação intelectual sobre o termo em si ficará pra outro dia. Agora o fato que temos: fumar não é atitude meramente individual, trata-se, então, de bem (ou mal) coletivo. Destarte, faço a ligação com a política e pronto, zé-fini!

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Fumar vicia. Fumar destrói os pulmões. Fumar causa impotência. Tabagismo é problema da ansiosa sociedade em que vivemos. Precisamos combater o tabagismo.

Acabou? Pois bem. Agora, VAI SE FUMAR... opa, VAI SE! Workaholic também é vício e ninguém combate, ao contrário, estimula!(Vício em trabalho é f!) Está ansioso? Tire as calças e pise em cima (funciona com o nervosismo também)! Destrói os pulmões? O céu de São Paulo faz a mesma coisa. Causa impotência? A idade também, mas, nós ficamos velhos.

Cada argumento estúpido para defender o tabagismo, você disse, né não, espertão?

Bom, não pretendo fazer essa defesa. Seria incapaz de fazê-la sabendo os malefícios dessa moda. Meu ponto aqui é outro, quero pegar o Terminal Rodoviário Barra Suja! Depois pegar o busão rumo a Brasília, à política! Vou de ônibus, porque avião está complicado...

Pronto. Cheguei a Brasília! E como eu queria fumar essa cidade! Foi assim que quase comecei a fumar...

Fumar a capital da República? É, irmão! Deve dar barato, porque senão veja, o que tem aqui vicia, haja vista as peripécias do Renan, o Calhorda! Destrói vários pulmões de gente que grita, grita, grita e não é ouvida! Causa impotência, dá essa impressão, ou apenas é impotente, não sei. É um puta problema da nossa sociedade! E definitivamente precisamos combater! IGUALZINHO, oras, pois, pois! Não tive dúvidas, pensei em comprar um papel (guido) manteiga, enrolar a capital e dar uns tapas, igual já fazem nossos políticos...

O duro da situação é que sou muito careta. Não conviveria com o verbo “fumar”, mesmo parecendo-me tão interessante. Solução? Consultei meu dicionário de rimas (quem tem isto, por favor, mate-se!). Achei o verbo “amar”, que é maravilhoso, por sinal! (Eu aprecio muito as músicas da Sandi Juniora, da Vanessa Amargo e de toda família sertaneja! Esse povo sim sabe o que é rima! Viva o “amor” que nos causa “dor”!)

Está bem. Vou amar Brasília então? Como? Quando? Onde? Por quê?

Não sei também. Só que amar deve ser melhor que fumar!

Fumar: esperanças queimadas, dedos ocupados, visão esfumaçada.

Amar: esperanças criadas, mãos ocupadas, visão ampliada.

Dedos e mãos? Isso... ao fumar nossos dedos ficam ocupados com o encargo do que nos desgraça, ao passo que, ao amar tem-se um anel de compromisso nos dedos. Ao fumar nossas mãos fedem o resvalo do encargo, ao passo que, ao amar tem-se por ela o afago.

Estão fumando Brasília, estão fumando o Brasil, estão fumando o povo, estão me fumando.

Amem Brasília, amem o Brasil, amem o povo, me amem!

Amém!

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Dica política: Político fumante, mau! Político amante, bom!
Dica de moda: Fumar é out, amar é in. Não ao cigarro, sim ao anel!

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