Ficou decidido que eu falaria aqui de política. Na verdade de política e moda, moda e política. Assuntos bem interessantes, diga-se de passagem. De cara então, obrigado amiguinhos pela incumbência.
Bom, eu não entendo nada dessa porcariada toda. De política eu sei que nosso presidente é o Lula (é mesmo?), e de moda, que papete é um chinelo. E por que irei justamente escrever sobre coisas nas quais tenho tão parco conhecimento? Porque sim, e FODA-SE! Achou ruim? Pega nóis, joker!
Dadas as devidas explicações, vamos ao meu primeiro texto.
Falarei sobre… sobre… sei lá… a mitra do papa. Isso, a mitra do papa! Vamos lá!
Pertinência do tema: mitra igual vestimenta, que é igual moda. Papa igual igreja, que é igual política. Pronto! Agora sim (avaianasss di pauuuu), vamos:
Mitra é aquele chapeuzinho do papa... outras autoridades eclesiásticas também usam. Eu acho super fófix, como dizem as miguxas. A mitra tem uma história muito interessante, mas quem quiser perder tempo com isso, dá uma olhada no Wikipédia (coisa que eu fiz). Só coloco dois pontos assaz simpáticos, lá encontrados. Primeiro, a mitra é derivada do “camelauco”, outro chapeuzinho hiper bacaninha, que, a seu turno, deu origem à “tiara” também. Ou seja, cabeludas e cabeludos agradeçam a deus por seu cabelo não voar, viva o “arquinho”! Segundo, Mitra era um deus de várias mitologias e, no geral, era relacionado ao Sol; porém até aí, tanto faz como tanto fez! Mitologia é igual pessoa adúltera, inventa história para explicar qualquer coisa; “eu posso explicar, amor”, daí surge um novo deus, ou uma história engraçada.
Tenho uma contribuição pessoal, pero no mucho (professor de biologia que contou), sobre mitra. Você sabe por que a válvula mitral do coração tem esse nome? Algum cientista chegado numa abstração achou que a droga da válvula parecia o chapeuzinho do papa. Daí ficou, mermão! Dar nomes é assim mesmo. Igual seu pai: achou que você fosse porra da porra dele, e toma-lhe “Junior”! Mal sabe ele... mal sabe você... mundo, mundo, vasto mundo, se eu me chamasse Ricardo seria...
(Informação: eu tenho minha válvula mitral afastada e família cardíaca, quando morrer, manda botar na certidão que foi o chapeuzinho do papa que me matou!)
Está bem. Já falei de moda e não falo mais, haja vista minha vontade de fugir da fadiga (Viva o Jaiminho, the postman). Agora vou falar do papa que é pop e, destarte, político. Esses dias eu tava pensando na igreja do papopa e nas do Luterinho, Calvininho e sua turma.
O pessoal da turma do Lu mete o pau nos dogmas do popapa, argumentando que a interpretação da bíblica deve ser livre, que direito canônico, concílios e trentas outras coisas não são verdades, porque são regras postas por homens, em especial o papopa, popapa (parece música dos Hanson... MmmBop, ba duba dop). Bem, é só conhecer um pouco mais da turma “protestante”, e eu conheço bastante (oi pai, oi mãe), para perceber o tantão de dogmas deles. Mas estes são fantasiados de usos e costumes de “crentes”, querendo passar por verdades divinas, que de divinas só ficam as comédias. Pura hipocrisia, truta.
Daí comecei uma divagação maluca, quase tão abstrata quanto a do cientista valvulático: (i) catolicismo, Roma, direito romano, civil law, leis escritas, maior rigidez; (ii) protestantismo, Inglaterra, common law, jurisprudência, bastante flexibilidade. Papopa, popapa: “Camisinha não pode, é pecado, vai beijar a testa do Capeta e ponto final”. Caca (não o jogador, embora ele faça parte da turma) e Lulu: “Camisinha? Por que não? Só interpretar a bíblia! Mas deixa que EU faça isso!”.
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Espera um pouco. Quero falar de Direito agora! Não vou falar muito, pois não quero puxar demasiadamente a sardinha (por que tem que ser sardinha?) pro meu lado, todavia seremos obrigados a pescar.
Antes, rápida explicação: common law é o sistema jurídico dos EUA, baseado na decisão dos juízes e não em leis escritas, sendo que, um caso já julgado é tido como base para outro semelhante, formando-se verdadeiras leis feitas pelos juízes; civil law é o nosso sistema, o juiz decide o caso com base nas leis dos códigos e mais códigos que temos. Entendeu, entendeu. Não entendeu, se fodeu.
Com esses conceitos brilhante e didaticamente expostos por mim, podemos falar que a common law tem influência cada vez maior, até nos países de civil law. Os juízes da civil law começam a ter mais liberdade para regular os casos, fugindo aos poucos das legislações, por suas hermenêuticas, fixando suas próprias “leis”, à juiz de common law. Mas isso é natural, já que em uma sociedade cada vez mais complexa como a nossa, as leis, que demoram a serem atualizadas, não conseguem se adequar e regular devidamente todos as tensões e conflitos sociais. Resumindo: a flexibilidade da common law parece mais interessante, que a ditadura dos códigos da civil law para regular essa dinâmica, complexa e efusiva (efusiva? Hahahaha) sociedade atual. É assim mesmo, tem que relaxar, senão as coisas não funcionam! Não se goza!
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Não por mero acaso, na minha cabeça, a coisa segue o mesmo batuque na esfera religiosa. Turma do Lulu e do Caca cresce a números galopantes, e os mitreiros na pasmaceira de sempre, com os Santos ganhando menos (só o São Paulo ainda conquista alguma coisa). O protestantismo mostra-se mais flexível, daí mais apto - ou mais confortável para as pobres consciências humanas – para reger o novo way of life do mundo... bom, na verdade do Brasil. Estou falando tudo em relação ao meu sapato, à minha terra, que, bem ou mal, conheço. Não gosto de dar pitaco na vida de vizinho.
Levantei lá atrás a questão da camisinha, não por ser tarado, foi o que me veio à mente (tá, devo ser tarado), entretanto, há outros exemplos do problema gerado pela rigidez solar, mitral, como o excesso de formalismo, que muitas vezes espanta o eleitor, digo, o fiel. Cantar musiquinha alegre é ritual bem mais divertido que missa celebrada em latim. O juiz protestante (pastor, bispo, reverendo) sabe disso, e como na common law, faz sua própria lei: “Deus gosta de musiquinha.”. O juiz católico (padre, cardeal, bispo, arcebispo), embora saiba, segue o código papal, à civil law: “Papa mandou que a missa seja em Latim”.
Instituições são todas iguais, irmão! Igreja e Estado estão e sempre estiveram em simbiose.
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Pensando melhor, o pobrema é mais pá baxu, o que manda tudo o que falei até agora para as favas! O Estado e a Igreja vivem uma putaria só. PUTARIA mesmo, nos dois sentidos: no simples lascivo, ou na falta de parâmetros. Desordem geral, casa da Mãe Joana (embora não a conheça, circula tal fofoca). Maquiavel ficaria abismado ao ver o quanto os fins justificam os meios.
Erguei as mãos, é um assalto... opa... e dai glória a deus! Protestante é católico e católico é protestante, não importa... tudo pelo seu voto, ou sua alma!
Michael Jackson incorporado nos juízes do espírito. Vamos mudar o incentivo: não levem as crianças às igrejas!
Juízes do Estado rasgando a folha da igualdade garantida na Constituição, já que futebol é coisa pra macho, e mulher é a desgraça da humanidade.
Senador playboy que come coelha, sendo então um cobrão. Cadeia alimentar, meu caro!
Presidente que nunca sabe de nada, e deixa tudo na mão de deus! Sua alma é que se fode, ou o seu voto!
Ah, cansei!
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Termino com dicas que penso sempre colocar aqui.
Dica política: Laico é a mãe!
Dica de moda: Nunca use uma mitra!
2 Comments:
Depois dessa eu juro que nunca usarei uma mitra, Paulo. Tá juradíssimo!
Bela dissertação fashionista, tão féxion que é quase vanguarda.
Beijos
Hahaha, rindo muito com sua explicação didática de conceitos, lol, muito bom.
Ah, e Deus gosta mesmo de musiquinha. Se for decente, claro.
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