quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Pelos poderes de Grayskull, nós temos a força!

Olá, amiguinhos! Tudo bem, com vocês? Beijinhos para todos!

O nervosinho vai me responder: “Você é um fanfarrão! Você é M-O-L-E-Q-U-E! Veado, Seu Veado!”. É, amigo, fostes influenciado pela moda “Tropa de Elite”! Está com espírito militar aí! E que medo de espírito militar! Militar, ditadura. Ditadura, política, ou melhor, falta de. Sobra polícia e perde política.

Vou para a pertinência do texto: “Tropa de Elite” (vênia para adentrar a little bit no tema do cretino Sr. Missoshiro Com Tofu), moda. Moda é meu tema. Militar... ah, já fiz essa ligação logo ali. Você não é retardado para precisar de repetição, é? Pois bem, também temos política, caro freguês. Portanto, sinta-se em casa! Moça bonita não paga e leva. Leva é... ah, esquece!

Serei rápido hoje. Quase tão rápido quanto é o tempo de um projétil calibre 12 projetar um homem à cova.

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Eu tenho pensamentos puros, infantis. Quando me falaram “caveira”, lembrei do Esqueleto do He-Man: resquício de infância florescida nos anos 1980. Mas, logo vem o mundo cruel e muda meus fofos sentidos: caveira é pessoa torturada e alienado sorrindo. Preferiria que caveira fosse o Esqueleto, porque lá o mal é mau. Não me lembro do Esqueleto matar ninguém, muito menos se orgulhar disso. Nunca fui, e nunca tive amigo sádico capaz de “torcer” pro Esqueleto.

Achava o Gorpo (aquele que tinha um capuz e não se via o rosto) engraçadinho, ainda mais quando ele se atrapalhava em suas magias. Mágica é assim mesmo: dificilmente dá certo, ou é pura ilusão. Não gosto de apelar para o sobrenatural, gosto de coisas concretas.

O duro é que em país onde não há atitudes concretas, a magia do saco surge como solução! Saco pra mim serve pra carregar compras, e depois para uso como refil de lixeira. Entretanto, depois da moda, saco virou peça de justiça, acha! Bota o saco na cabeça, que justiça é feita: como mágica! Gorpo ficaria assustado! Ou, talvez, o saco não tenha toda essa importância. Ele continua como refil de lixeira, o que muda é a concepção de lixo, deixando o Gorpo (e eu) ainda mais assustado!

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Fato é que: mágica seduz e mágico é sempre aplaudido. Já diriam os antigos: não importa o santo, quero ver é o milagre! Porém, eu tenho medo desse santo aí! Santo que outrora pecara, perde a santidade!

Qual é o pecado? Ah, nada não... todo mundo amou a ditadura militar! Eu não vivi nesse troço! Todavia, há pessoas que ainda choram pelo pecado alheio... pelo pecado dos santos...

Sem pobrema, sejamos humanitários: eles já saíram do purgatório, agora merecem uma segunda chance. Tudo bem, sou humanitário, mas eles são santos! Humanitarismo é pra ser humano, não pra classe de elite, tropa especial, ou santos de todos os gêneros.

Chegamos à questão, amiguinho: a moda sugere mandar nossas instituições pro saco! Grupo de extermínio aparece como salvador da pátria! Tem gente querendo dar segunda chance pra turma do coturno!

MEIAVORTAVORVE, capeta!

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Concordo com o fato de não possuirmos instituições sólidas e eficientes. Ao contrário, muitas delas estão desgastadas por problemas sérios, em especial a corrupção, mostrada à exaustão no filme: Executivo pegando o “arrego do bicho”, Legislativo barganhando voto. Só faltou o Judiciário mesmo! Não por falta de corrupção desse Poder, mas pelo simples fato dele ter sido totalmente “esquecido” no filme (nada de devido processo legal, o esquema é bala)! Bom, não se esqueceu de tudo, já que mostraram estudantes de Direito como meros “maconheiros de merda”, inconseqüentes (obrigado pela parte que me toca, Padilha fofo)!

Fato é que, com tudo isso, reverbera em minha mente uma frase de um grande professor: “Antes uma democracia ruim, do que a melhor ditadura!”. Temos instituições ruins? O.Kay, então devemos trabalhar para que se tornem cada vez mais eficientes, porém jamais acreditemos na magia de um grupo, seja ele qual for, capaz de fazer justiça com as próprias mãos, ou pior, com as próprias armas! Política, ou o que isto signifique, tem como escopo melhorar a vida de toda e qualquer pessoa, não acabar com vidas! Não existem pessoas e pessoas, há seres humanos!

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Cada estação do ano tem um tipo de moda. Moda tem algo de intermitente, como a política: suas características mudam conforme a “evolução”. Só que tanto a moda como a política, tanto a política quanto a moda têm pontos nevrálgicos imutáveis, quais sejam: a busca pela beleza na moda, e a incessante batalha pela dignidade do ser humano na política. Batalha sem sangue, guerra feita no mundo das idéias, da solução racional, de atitudes concretas e não mágicas ilusórias!

Não há mágica na política! Ridículo pensarmos que tudo será resolvido pela agressão, pela destruição do que nos incomoda. Matar o pobre para diminuir a pobreza! Ao mesmo tempo, a política é mágica! É mágico fortalecer instituições democráticas, capacitá-las para resolverem nossos problemas, para diminuírem o que nos incomoda. Ajudar o pobre para diminuir a pobreza!

Não se iludam! Nenhuma tropa de elite resolverá nossos problemas! Eles não passam de Esqueletos piorados, que fazem o mal pelo mal! Igualmente não poderá sobrar ilusão a respeito de qualquer ajuda mágica, que, como a do Gorpo, só prejudica!

Resta-nos tão somente esperar pela força institucional do Estado Democrático de Direito, que, assim como o He-Man, precisa invocar poderes! Não à Grayskull, mas ao povo!
Somos nós, povo, a força de nossas instituições, e é nelas que devemos creditar nossas esperanças de uma política mais decente e conseqüentemente de um ser humano mais digno.

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Dica política: Grayskull somos nós. Invoquemo-nos!

Dica de moda: Caveira é rótulo de veneno. Nunca use caveiras!

4 Comments:

Lee S. Wayne said...

Ótimo artigo sr. zero... quer dizer, Aurélio da Vogue.
Hahaha, imagino as pesquisas que o sr. andou fazendo, Gorpo, desenterrado total, mue Dues lol.

Missoshiro com Tofu said...

Eee Miguel Reale Jr. hein.....o que será que nosso eminente colega Datena pensaria sobre isso tudo??ahuahauhuha

Lee S. Wayne said...

Hahaha, provavelmente ele pensaria que o sr. Vogue é um FANFARRÃO, um MOLEQUE.

Anônimo said...

Bom, hein!