quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Cogito ergo sum? Vomito se bebo rum! Há,há e há!

Dia desses estava eu paradão, sem esboçar nenhum tipo de vida... Diria quase que tinha respiração imperceptível. Até que vem um desocupado de plantão e diz “Acorda aí! Tá pensando em que?”. Porra, a gente sempre precisa pensar?

Pensar? Passei longe desse tipo de ação naquele momento. Não tinha nem vácuo em minha mente. Era buraco negro na massa cinzenta mesmo! Mas, pelo bem do convívio social: “Pensando na vida...”. Em seqüência fiz cara de reflexão...

Não sei se você, amiguinho, sofre de momentos alfas assim. Pelo sim, pelo não, como diria o filósofo e poeta: “Ema, ema, ema, cada um com seus pobrema!”. O que me intriga: estaria o estado alfa em plena tendência na moda? Pior: seria uma moda na política?

Aurélio da Vogue, você não irá falar de algo mais concreto da moda? NÃO. Meu tema hoje é abstrato. Será o alfa! Penso (penso?) que ele é uma moda na política. Sobre isso escreverei. Pronto. Caso não queira ler: passar bem, bom dia, boa tarde, boa noite. Beijinhos! And run to the hills, scapegoat!

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“Penso, logo existo.”. Filosofia isso? Sei lá, meu cabedal filosófico é muito amplo, daí me confundo com os pensamentos das várias vertentes e escolas. Fora o fato que os caras ditos filósofos não são tão confiáveis... Sabe como é, né? Seu Ópio, Dona Maria Juana, essas tretagens aí. Como diria a filósofa pós-moderna Spears, “I wanna believe in everything that you say”, but, faria até um link com meu primeiro texto aqui (“E no princípio, criou deus a política e a moda...”), colocando os filósofos nas mãos da mesma parteira que usou fórceps nas mitologias e nos adúlteros.

O estado alfa ao qual me referi é um não-pensar. Assim sendo, é também uma não-existência? Porque segundo Sócrates, o irmão do Raí, aquilo FOI sim uma lance de impedimento. O maldito do bandeirinha é que estava dando “tapa na Lua” e não viu! É, amigo, o bandeirinha estava em alfa! Eis o pobrema de seguir essa tendência da moda: deixa-se passar muita coisa...

Agora foquemos (e fofoquemos) nas conseqüências dessa tendência na política. Porque se o bandeirinha errar por usar alfa, prejudique-se! Não gosto de futebol mesmo! Mas errar por usar alfa na política é GRAVÍSSIMO! Quase tão ruim quanto chegar a uma festa e ver outra pessoa com uma roupa idêntica a sua! Imagine só! (Por isso é sempre bom pagar um pouco mais caro e ter roupa personalizada! De duas, uma: ninguém terá uma roupa igual a sua, já que esse mundo está infestado de malditos pobre; ou só o Senhor (ou a Senhora) Sobrenome-famoso terá uma peça “parecida”, daí você pode se gabar “Temos o mesmo costureiro (estilista, sei lá)!”).

Ai, desculpa a digressão. É que acabei de voltar de Paris e estou meio impregnado do ardor fashion! Retomando: alfa na política is too bad! Motivo é simples: não-pensar configura o não-existir, com já foi dito; alfa é o não-pensar, e a política deve ser o existir. Destarte há incompatibilidade lógica, semântica, fashion, pragmática, ética, semiótica, moral, religiosa, e caralhada-a-quatro! Não existe contestação nisso! Só devemos, por enquanto, largar um pouco o alfa e partir pro beta, pro ômega, ou qualquer outra letra grega (É da Grécia mesmo? Entendo mais de países desenvolvidos...). Ou seja: vamos pensar, fofo! (Faz cara de reflexão aí, otário!)

“A política DEVE SER o EXISTIR”? Retenhamo-nos nesses conceitos destacados (em letra GRANDE aí, incauto!). “Dever ser”, segundo Hans Kelsen (que Deus o tenha!)... quem é esse? Sei lá... To brisando! Objetivamente: dever ser é algo que não é, mas que deveria ser, não? Hmmm... bom! Então a política não é o tal “existir”, entretanto deveria ser. Tá. O.Kay.

E que merda é “existir”? (Um verbo! Há há há). That’s the point, little one: existir... Consultando o pai-dos-burros (PAPAI!): (i) viver; (ii) ser real; (iii) haver. Hmmm... bom! Interessa-me o primeiro significado: VIVER. Retomando, resumindo, sintetizando, gerundiando: política não é necessariamente viver, mas deveria ser. Tá. O.Kay.

Superemos isso. Vamos ler as “entrelinhas” (odeio isso): mais do que existir, ou viver, a política é meio para um real existir dos seres fins dela (política), ou seja: nóis! Melhor ainda, vamos usar o segundo significado: política deve ser o ser real! ISSO!

É somente através de uma política digna que “é” e não “deve ser”, que poderemos encontrar algum “ser real”, porque somente “ser”, por “ser”, ter 100 reais por mês (com pensamento positivo) mais 5 filhos não é realidade, porém milagre. Deveria ser um existir, mas não é! Nada de demagogia barata nessa asserção, todavia, fato é que, se continuarmos a presenciar a política no estado alfa do não-pensar, do não-existir, fatalmente veremos o não-viver. Não quero observar o inexplicável de uma subsistência abaixo de qualquer mínimo-existencial; quero um beta, ômega, gama, delta político que traga pensar, existir, e fomente o viver!

Vote em mim!

Dica Política: Pense, logo faça existir!
Dica de Moda: Não use alfa. Prefira beta, ou quem sabe um ômega básico!

3 Comments:

Ornitorrinco Mono Holandês said...

Nossa Aurélio, estão vendendo narcóticos poderosos em Paris hein?

Como é que vc conseguiu passar pela segurança do aeroporto?

Meus amigos do DENARC vão fazer uma visitinha na sua casa!

Meu nome é Legião, pois somos muitos. (São Marcos 5, 9) said...

Profundo como a piscina de criança que meu sobrinho, ainda não nascido, já tem, Aurélio.

A filosofia cartesiana (p)reza a contradição para a configuração de sujeito (pensante) como existente. Se penso (e posso contradizer, dialeticamente), então existo como pessoa ativa na sociedade, frutífera pra construção do conhecimento desta. Lindo! Mas o mais próximo que nossos políticos chegam de Descartes é a antítese entre o que falam e agem.

Se, por definição aurélica, a política é “a arte de bem governar os povos”, o que é praticado no nosso Brasil varonil passa longe de sê-la. O mesmo dicionário, linhas abaixo, ela é definida como “habilidade no trato das relações humanas, com vista à obtenção dos resultados desejados”. Agora encontro aqui todos os nossos amiguinhos de Brasília e suas metástases. Está aqui a lógica daqueles que usam óleo de peroba como hidratante facial. Hei de pormenorizar em duas partes:

“Habilidade no trato das relações humanas...”: É o que eles fazem melhor. E nem é tão difícil assim, com um eleitorado como o nosso. Basta roubar, mas fazer, ser o mestre dos teclados, ou polêmico o suficiente pra ser expulso de um canal de televisão expert em engolir sapos. E como prestarão atenção em um baixinho,gordinho, de mão coxa, se no mesmo comício há um show da Ivete ‘Porreta’ Sangalo? Voto neles, ora.

“...com vista à obtenção dos resultados desejados.”: E obtém MESMO! Conseguem estudar os filhos na Europa (que eles merecem um ensino de primeira, tadinhos), comprar casas na Flórida (o litoral quente e sem incêndio dos EUA) e até se reelegerem (o refrão de Ciclo Sem Fim, do Rei Leão – e não digam que nunca assistiram – faz algum sentido?).

Três palmas para os nossos políticos, que exercem sua função magistralmente.

Clap clap clap!

Pra que tudo isso? Pra dizer que não votarei pro terceiro mandato do Lula, e sim pro primeiro do Aurélio. =)

Anônimo said...

Acabou?