quinta-feira, 20 de março de 2008

Ditado ao popular

É muito comum vários amiguinhos esbravejarem: “Estou dizendo a verdade!”, ou “Na busca da verdade!”, ou “Aquilo não é verdade!”, ou “Verdade…”. Mas, o que é a verdade?


Minha mente está muito aquém do necessário para fazer qualquer movimento filosófico, ou filológico, ou teológico, ou qualquer ico aí! Então farei um peristaltismo cerebral na busca da verdade enquanto moda, na verdade política!


Desde logo não consigo identificar a verdade política e qualquer ligação entre as duas palavras. Simplesmente não nasceram uma pra outra! E como estamos numa semana santa, digamos que os “santos delas não se cruzam”, como explicam alguns senis suas inimizades. Porém, para não passar batido, aponto que a verdade está “nos olhos de quem vê”! E mais: quase todos são cegos, sendo que não posso esquecer outros adágios pertinentes “caolho em terra de cego é rei”, ou “mais perdido que cego em tiroteio”.


Vamu pra moda, intão! Como não deixa de ser, a verdade também vive nela (moda) e por ela (moda)! Alguns, menos elegantes, são chamados de mentirosos, outros, mais refinados, são os donos da verdade. Donos sim, já que como qualquer acessório, a verdade pode ser adquirida em suaves prestações, com cheque pré-datado, ou cartão de crédito, ou. O pobrema deste mercado é o monopólio (cadê o CADE?): o produto só é confeccionado por Alfaiates Cegos de uma indústria reconhecida por vender também “massas” e possuir um péssimo estacionamento no qual é preciso fazer muitas “manobras”... Por aglutinação indiquemos tal indústria como a fazedora de massas com manobras, ou massas de manobras, ou Massas de Manobras S.A.


Contemos a história: a tal fabriqueta foi montada por Senhores Caolhos. Estes contrataram – sem carteira assinada – Alfaiates que faziam meias-verdades, até que o negócio cresceu tanto, mais tanto, mais tantão, que deixaram as meias e passaram a produzir verdades inteiras. Só os Senhores Caolhos tinham o know-how da verdade. Entretanto, como qualquer ofício tem seus espinhos – e como qualquer história tem sua parte triste – os Alfaiates tiveram seus olhos furados pelas próprias agulhas, não gerando muito incômodo, pois já faziam o trabalho de modo tão maquinal que “A gente trabaia cego memu, patrão! Verdade é cum a gente!”. Então tá!


Moral da história: os Alfaiates Cegos da Massas de Manobras S.A. são os únicos que dominam a técnica de fazer verdade, indispensável acessório da moda e da política. Dominam no meio das aspas, porque nem eles sabem o que realmente fazem, já que somado à questão da produção industrial, na qual cada um só sabe uma parte do processo, blábláblá, eles são CEGOS.


Moral da moral da história: se o mercado de verdades é monopolizado pela Massas de Manobras S.A. e lá só os Senhores Caolhos vêem toda a linha de fabricação e montagem, então só eles sabem a verdade, e se só eles sabem a verdade, mesmo que não a produzindo diretamente, só eles podem falar o que é ou não uma verdade em sua substância.


Hmmm... Vejo a perfeita sincronia entre política e moda no caso: se só os Senhores Caolhos podem falar o que é verdade, e caolho é rei na terra de cegos, temos que a verdade coroa rei, ou vice-versa. Enfim, tanto faz, nos não vivemos em uma monarquia mesmo! Hihihi!


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Deixe-me contar um fato da semana. É que vi o caso da mulher que torturou uma menininha! Fiquei perplexo! Aquela MONSTRA! Deu na televisão e tudo! Eu quero é mais que ela vá pra cadeia! Pagar pelo que fez! Pronto! Desabafei!


“E a verdade vos libertará”? Para a Argentina esse dito popular (ou bíblico)! Que a verdade Del Rei ponha os monstros a verem estrelas brilharem quadriláteras!


Dica Política: Seguir sempre a verdade do rei, seja ele quem for.

Dica de Moda: Verdade? Só se for a original by Reis Caolhos!

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