quinta-feira, 6 de março de 2008

Sempre Tema Fashion

Amiguinhos leitores que nos dão o prazer da perda de seu tempo lendo-nos, antes de qualquer coisa – verdadeiramente: coisa qualquer – gostaria de pedir-lhes desculpas pelo longo período de vacatio textis. Este se deu por um compêndio de pobremas da vida, os quais nos afetaram todos de forma drástica na estrutura e funcionalidade temporais, e, destarte, impediram-nos da feitura semanal dos textos. Ou seja, eu estive a trabalhar fora do mundo da moda e da política, o que ceifou meu tempo de escrever besteira! O mesmo ocorreu (e ainda ocorre) com os outros integrantes do blog. Quanto a eles, não sei se voltarão a escrever. Só respondo por mim, no que digo: here I am again to fight against the evil!


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Depois desse momento emocionante, e recobrando minha razão, vamos ao que interessa (ou não).


Células-tronco e Supremo Tribunal Federal: eis o assunto da moda! Onti, como tudo mundo sabe (se não souber, finja), ocorreu o julgamento pelo STF, órgão máximo do Poder Judiciário brasileiro, da viabilidade de estudos com células-tronco. Parênteses para os jumentos: não é botânica, filhão! Tecnicamente foi o julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 3510 impugnando o artigo 5º e parágrafos da Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005, a Lei de Biossegurança. Mas, prejudique-se! Em letras de sexta-feira foi assim: o pessoal do STF começou a decidir se pode ou não usar células-tronco de embriões humanos que atendam alguns requisitos lá (sejam inviáveis, congelados há três anos ou mais, etc.).


Os dois lados da moeda: pesquisadores ávidos por terem a oportunidade de manusear uma célula pluri ou multipotente (que pode virar qualquer outro tipo célula), a fim de vislumbrarem curas para várias doenças genéticas e incuráveis, além de alimentarem seus bolsos; e religiosos aviltados pela possibilidade de usarem embriões para tais fins, sendo que estes nem tiveram a chance de serem devidamente torturados e passarem pela inquisição. Deixarei essa discussão para outro dia. Ainda não decidi se fico com o Bico de Bunsen ou com a bata!


Bom, a princípio eu iria falar mesmo era do STF, porém, como minhas linhas já estão quase acabando, só irei indicar alguns aspectos da moda e da política que circundam nossa ilustre Corte jurídica, guardiã da Constituição Federal!


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Não acho muito chique ser prolixo ao elaborar um voto de tamanha importância como o acima mencionado. Meter-se a poeta falando da fecundação do sol por Deus; citar Pessoa e Sartre para pagar de erudito; lembrar-se de Tom Zé e Ana Carolina para legitimar-se com o povo; errar o século do Santo Agostinho... Preços pagos por comprar roupa de alta costura e não ter classe para utilizá-las! Tentar ser in sendo out.


Ainda não sustentarei a simplicidade da escrita de um voto, porque não quero ser incongruente, já que sou prolixo. Aceito tão somente o voto “rebuscado” - tanto em palavras, quanto em idéias - dentro de dois parâmetros: (i) seus próprios limites, desde que não se torne petulante, ou incompreensível; e (ii) os limites idiossincráticos, respeitando o que é esperado de sua posição e/ou grupo a que pertence.


Veja que usei a palavra “rebuscado” para botar meus glúteos sobre o muro! Algo que não seja nem “simples”, nem “prolixo”. No que digo: é isso mesmo! A moda é ser meio termo, a moda é ser medíocre. Um político medíocre, um juiz medíocre, um juiz-político medíocre, um cidadão medíocre, uma sociedade.


Do mesmo modo como há “verdade e mentira”, temos “prolixo hipócrita e medíocre sincero”... Resta-nos optar por algum, AQUI não há muro pra sentar!


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Palavras do político e costureiro (e haja agulha para a educação) Fernando Haddad: “Numa analogia com o mundo da moda, meu esforço é para ser prêt-à-porter – e não tão alta-costura, como alguns de meus colegas.” (grifo nosso)


O Haddad ao ser prêt-à-porter torna-se um medíocre! E os colegas ministros do STF? Até quando serão alta-costura?


Dica Política: Seja rebuscado ao votar.

Dica de Moda: Prêt-à-porter em alta.

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