Quem vos fala é Floriano Trepadeira, florista e ninfomaníaco. Hoje continuarei minha epopéia descritiva, com mais um membro deste sítio de idéias. E ele vem do oriente pra mexer com a gente, vem quebrar gostoso aqui no ocidente... vem la da Ásia, vem das bandas do Japão ( ohhh cumpadi washington e beto jamaica, porque se foram?). Nosso cavaleiro do saber de hoje é Missoshiro com Tofu. Tal apelido (que caso você não saiba, é um prato da culinária japonesa). O Missoshiro é uma espécie de caldo, ou sopa, também não sei muito mais que isso (não gosto de comer coisas sem sustância, minha musa é a Preta Gil, por exemplo). Tal apelido surgiu, porque ele foi agraciado no ano de 1998 com o prêmio máximo no concurso de beleza da mais bela travesti de Oshiro, sua cidade natal (tofu é uma gíria japonesa para o órgão genital masculino, por isso "com tofu").
Missoshiro foi personagem de uma vida sofrida no Japão, regada a desenhos de luta, arroz papa e chacotas recorrentes sobre o tamanho de seu tofu ( Missoshiro morava em um bairro nigeriano). Já mais moço e cansado desta vida, ele resolveu tomar uma decisão que "mudaria sua vida pra sempre" ( repare que a frase clichê indica que sua história é um roteiro de "Sessão da Tarde", que equivaleria a um "corujão" no Japão). Sua decisão foi procurar o homem que exibia uma placa com os dizeres "empregos no Brasil". O parentesco com um brasileiro (era primo de segundo grau do Paulo Ricardo, que fez uma turnê no Japão na década de 80...) facilitou sua ida no Brasil. Em terras tupiniquins, fez de tudo para ganhar a vida: foi modelo-ator-cantor, abriu uma loja de meias de dedos, montou uma barraca de yakissoba, foi animador de auditório no programa "Roda Viva".
Certo dia, quando a atração desse programa foi o famoso jurista Afrânio Bragança Spencer Jr., Missoshiro prestava atenção atentamente a doce oratória daquele homenzarrão, sobranceiro e fornido, trajando um terno cinza risca de giz, sim... Um advogado e tanto! Sim, um advogado... A-de-vo-ga-do! Era isso que Missoshiro queria ser. Uma epifânia abatera o simpático oriental, um jactante e inesperado orgasmo vocacional.
Missoshiro começou então seus estudos jurídicos com grande ânimo e empenho. Infelizmente, logo descobriu que o direito não era apenas competir com um sócio para ver quem tinha o nó de gravata mais veloz da área de tributário, ou poder colar no carro um adesivo "sem advogado não se faz justiça, OAB".
Hoje, além de escrever em nosso aclamado blog, Missoshiro se concentra em seu mais novo emprego, o de músico, Missoshiro é o fundador-vocalista-cavaquinhonista da banda de samba-punk, Inimigos do CP (código penal, para os leigos). Com sorte, qualquer sábado eles estarão no Raul Gil... com um pouco mais de sorte, não precisarão disso.
Ps: Começarei a partir de hoje a deixar um pensamento... que provavelmente copiarei de algum calendário de seicho-no-ie, ao fim de cada post.
Pensamento de hoje: As espinhas da Rosa são passageiras, os espinhos de uma rosa indeléveis.
1 Comment:
Hahaha... Adorei!!!
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