quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tsuru: A lenda

As origens de Chef Tsuru são desconhecidas. Seja no aspecto temporal ou espacial, sua gênese é permeada por interrogações e inúmeras teorias... Após uma análise feita com carbono 14 de uma amostra de pele deixada por Tsuru em uma vidraça, devido a um acidente ciclistico, cientistas constataram que ele nasceu aproximadamente no ano de 1732... outros consideram que Tsuru tem idade ainda mais avançada, com seu nascimento datando do período cretáceo e ocorrendo sobre um galho de um frondoso jacaraquetibá, árvore há muito extinta.

Há, por outro lado, cientistas que insistem que Tsuru nasceu no ano de 1969, em uma fábrica da Estrela, protagonizando no verão daquele ano um sucesso de vendas, o kit Playmobil da Yakuza, estrelando, inclusive, um comercial na extinta Tv Tupi. Entretanto, apesar da fama, o real desejo de Tsuru é ser um playmobil motoqueiro, uma vez que ser um boneco ciclista, sua hodierna condição, não mais satisfaz suas pretensões.

Por fim, a corrente mais aceita nos meios científicos é a de que tão peculiar personagem nasceu no ano de 1984, dentro de um wok, fruto de um affair entre sua progenitora, Dona Yakissoba, e uma portentosa fatia de queijo Cheddar. Por causa de seu pai surgiu um dos inúmeros apelidos que Tsuru possui (Cheddar), os quais serão mencionados no decorrer dessa biografia. Tantas são suas alcunhas (sendo Dercy o cognome de maior ocorrência) que seu verdadeiro nome foi perdido, não havendo mínimos vestígios de seus registros.

Sendo um Playmobil, as articulações de Tsuru definharam a ponto de seus movimentos se limitarem a um número próximo ao zero absoluto (o que equivale na linguagem médica, a Stephen Hawking dançando xaxado ou, na linguagem de Floriano Trepadeira, à desenvoltura de Silvia Popovic durante um coito).
Diante desta alarmante situação, uma cirurgia em seu cérebro foi realizada com o condão de reverter tal panorama, contudo, algo deu errado... ao invés de recuperar seus movimentos, Tsuru perdeu várias sinapses e, por conseguinte, grande parte de seu léxico, sendo obrigado a desenvolver uma linguagem, a priori, simplória, mas se analisada a fundo, embasbacante, até mesmo para Lévi-Strauss. Abaixo transcrevo as regras de pontuação e seus símbolos, além das palavras que compõem tal língua:


pontuação

porra= ,

cu = .

caralho = ?

cu caralho = !

porra cu caralho = !!!

mãe = ; (contudo, segundo Ronaldo Porto e alguns amigos próximos de Tsuru, o ";" de Dercy é costumeiramente usado de maneira inapropriada, supérflua e gratuita.


Além de tais sinais, o Dercylhano conta com desconsiderável quantidade de pronomes e conjunções, além dos substantivos a seguir:

cu, rabo, mãe, caralho, porra, buceta, pinto e galho (este último fartamente empregado).


verbos:

enfiar, sodomizar, enfiar (duas vezes pois funciona como o verbo to be em inglês, ou seja, como ser ou estar) , foder, chupar, tomar, cozinhar (usualmente acompanhado de cu frito), comprar ( usualmente acompanhado de peças de bicicleta), forrar ( usualmente acompanhado de parede com notas de 50), ficar (usualmente acompanhado de milionário antes dos 30).


tonalidades presentes apenas no Dercylhano: vermelho cu materno, roxo rabo inchado.


É imperioso atribuir à semelhança entre sinais gráficos de pontuação e substantivos, a dificuldade de compreensão da sabedoria dercyniana, esta que facilmente suplantaria os ensinamentos hegelianos, que teve a sorte de poder lançar mão do alemão para filosofar, ao passo que Tsuru, ao divagar sobre a dicotomia entre o ser e o dever-ser, se viu cerceado pelas muralhas de sua língua, sendo obrigado a proferir: "essa porra é tudo a mesma bosta, caralho."
Chef Tsuru pode ser fidedignamente descrito como um oriental sonhador e versátil... já fez de tudo um pouco, e deseja ardorosamente fazer muitas coisas mais.
No seu passado, além de boneco de playmobil, Chef Tsuru trabalhou como dublador da finada dançarina de teatro de revista Dercy Gonçalves (disso é oriundo seu mais famoso epíteto). Ele obteve grande sucesso nesse emprego, uma vez que aumentou exponencialmente a fama da velha, pois sua criatividade em elaborar palavrões e neologismos de baixo calão tornou-a muito mais interessante na mídia.
Posteriormente, Dercy tentou ganhar a vida como proprietário de uma temakeria com sua irmã, contudo, o alto custo dos ingredientes no preparo de seus pratos ( por exemplo a cebolinha silvestre), e sua mania de mandar os clientes que não sabiam manejar rachis "tomarem no meio do cu" (sic), levou seu negócio a falência.
Mas, apesar das vicissitudes, a culinária ainda é sua grande paixão, não é a toa que seu nickname no blog é Chef Tsuru, sendo que Chef remete à culinária, enquanto Tsuru, que significa pequeno pássaro da felicidade, é o apelido carinhoso de sua genitália. Assim, é fácil inferir que Chef Tsuru usa este codinome para angariar fêmeas, pois com ele, mostra que pode fisgá-las pelo estômago e proporcionar alguma felicidade com seu pequeno pássaro.
Segue abaixo, com exclusividade uma entrevista com respostas bate-pronto do nosso amado Chef Tsuru, mostrando suas preferências e hábitos:
Cretinice Concentrada: Um ditado?
Tsuru: Cada macado no seu galho.
CC: Um som?
Tsuru: O canto de um galho velho.
CC: Hobbies?
Tsuru: Fazer galhofas e quebrar galhos
CC: Um Cartunista?
Tsuru: Caco Galhardo

CC: Uma receita?
Tsuru: Galheto Gritador ao molho de cebolinha silvestre

CC: Se você fosse um elemento químico, qual seria?
Tsuru: Gálio

CC: Um lugar pra visitar?
Tsuru: A Gália, terra de Asterix

CC: Um lutador no Street Fighter?

Tsuru: Guile

CC: Acessório indispensável na hora H?

Tsuru: Um Grande Galho


FRASE ERÓTICO-VEGETAL DA SEMANA:


"O semeador que semeia a dor, ao invés de flores, colhe galhos!"